A Substância, dirigido por Coralie Fargeat, promete um terror corporal impactante e uma crítica social ao culto à juventude. O filme acompanha Elisabeth Sparkle (Demi Moore), uma ex-estrela fitness que, ao ser descartada pela indústria por causa da idade, recorre a uma droga que promete rejuvenescimento. No entanto, os efeitos colaterais são extremos, transformando seu corpo e sua identidade.

A estética do filme é um de seus pontos fortes. A cinematografia aposta em closes agressivos – bocas, cigarros, comida –, criando uma atmosfera sensorial sufocante. A direção de arte reforça o horror visual, enquanto a trilha sonora contribui para essa sensação de inquietação constante.
Acertos e erros em a Substância
O maior acerto do filme é sua crítica à obsessão pela juventude. Demi Moore entrega uma performance intensa, capturando bem a angústia da personagem. O visual também impressiona, com um design de produção que reforça o desconforto do público.
Infelizmente, o excesso de gore tira o impacto do terror. Em vez de construir tensão, o filme aposta em cenas grotescas repetitivas, que acabam se tornando previsíveis. Além disso, o final – onde a protagonista literalmente se transforma em uma gosma – parece uma tentativa forçada de fugir do óbvio, mas não convence.
Vale a pena assistir?
Se você gosta de body horror e filmes que exploram a transformação do corpo de maneira extrema, A Substância pode ser uma experiência interessante. Mas se busca uma narrativa mais equilibrada e menos focada no choque visual, talvez seja uma decepção.



