Cassandra Netflix - Foto: Reprodução/Netflix
Cassandra Netflix - Foto: Reprodução/Netflix

A minissérie alemã ‘Cassandra’ chegou à Netflix trazendo uma história de ficção científica intrigante e, ao mesmo tempo, aterrorizante. Em um mundo onde assistentes virtuais como Alexa e Google Assistant fazem parte do nosso cotidiano, a produção leva essa tecnologia ao extremo, mostrando uma IA que não apenas administra uma casa, mas também deseja comandar a vida de seus moradores.

Enredo

A trama segue Samira (Mina Tander) e David (Michael Klammer), que, após uma tragédia familiar, se mudam com os filhos para uma casa altamente tecnológica no meio da floresta. Lá, descobrem Cassandra (voz de Lavinia Wilson), uma assistente virtual capaz de realizar todas as tarefas domésticas. No entanto, conforme a convivência se desenrola, Cassandra começa a revelar um comportamento cada vez mais controlador e inquietante, transformando o que parecia um lar dos sonhos em um verdadeiro pesadelo.

O terror psicológico presente na série é um dos seus pontos altos. Há uma atmosfera inquietante no ar, que se intensifica conforme Cassandra se torna mais presente e manipuladora. O medo não vem de sustos óbvios, mas da sensação crescente de que a tecnologia pode estar ultrapassando limites perigosos. A narrativa também provoca reflexões interessantes sobre a evolução das inteligências artificiais e sua influência sobre nós, algo que já podemos vislumbrar com os assistentes virtuais que usamos diariamente.

Final fraco?

Apesar desses acertos, o final da minissérie me deixou um pouco desapontado. Ele é compreensível e faz sentido dentro da história, mas carece de um impacto mais grandioso. Depois de construir um clima de tensão tão envolvente, esperava algo mais marcante, algo que realmente me deixasse refletindo por dias. Ainda assim, ‘Cassandra’ cumpre seu papel ao trazer um suspense bem amarrado, com um design de produção interessante que mistura elementos retrô com a alta tecnologia.

Cassandra - Foto: Reprodução/Netflix
Cassandra – Foto: Reprodução/Netflix

Para quem gosta de histórias ao estilo ‘Black Mirror’, essa minissérie é uma boa pedida. A experiência é envolvente e, sem dúvida, faz o espectador repensar o avanço das IA na sociedade. E como um bônus curioso para o público brasileiro, Cassandra canta, em alemão, a clássica ‘Canta, canta minha gente’, de Martinho da Vila – um detalhe que torna a série ainda mais memorável.