O ex-deputado George Santos, de 36 anos, foi condenado nesta sexta-feira (25) a 7 anos e 3 meses de prisão por fraude eletrônica e roubo de identidade. A sentença saiu em Nova York, depois que ele confessou tudo no ano passado.
Filho de brasileiros, Santos admitiu ter usado documentos falsos — até de familiares — para enganar doadores de campanha e torrar o dinheiro em roupas de marca e assinaturas de sites. Ele ainda foi acusado de pegar auxílio-desemprego durante a pandemia, mesmo estando empregado.
No tribunal, o ex-congressista chorou ao ouvir a decisão. A juíza não perdoou e chamou ele de “fraudador arrogante”, dizendo que ele não mostrou arrependimento nenhum — inclusive continuou debochando nas redes sociais.
Além da prisão, Santos vai ter que devolver quase US$ 373 mil e entregar mais de US$ 200 mil em bens. Ele tem até o dia 25 de julho pra se apresentar e começar a cumprir a pena.
A carreira de George Santos foi cheia de polêmicas desde o início. Em 2022, Santos fez história como o primeiro republicano LGBTQ+ eleito para o Congresso. Mas logo depois, começaram a pipocar denúncias de que ele tinha mentido sobre sua formação e currículo. No fim de 2023, depois de muita pressão e investigações, ele acabou sendo expulso do Congresso — uma coisa que quase nunca acontece nos EUA.



