Luciana Lopes Scherpel liderança feminina - Foto: Reprodução
Luciana Lopes Scherpel liderança feminina - Foto: Reprodução

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a desigualdade de gênero global só deve acabar em 130 anos e o Brasil avança pouco, ou quase nada, no ranking que avalia 146 países, ocupando o 57º lugar. Instituição avalia o avanço em áreas como empreendedorismo, participação econômica, sucesso empresarial e empoderamento politico. Uma das mulheres que se destacam no Brasil pela luta para divulgar e melhorar a avaliação do Brasil e Luciana Lopes Scherpel, uma advogada com carreira profissional bem sucedida e que abracou como missão de vida se uma das grandes divulgadoras da força da liderança feminina, ajudando mulheres de forma estratégica a escrever sua história no mundo dos negócios.

A Liderança Feminina nos négocios

Em palestras para empresárias e profissionais, Luciana destaca a resiliência e a estratégia como arma para uma carreira bem sucedida no mundo do empreendedorismo, em uma área muitas vezes dominada pelo sexo masculino. Para isso, ela acredita que é preciso assumir o protagonismo da própria história, com foco no esforço e não no fator sorte. “Ninguém vai abrir espaço para você se você não se colocar à frente”, afirma Luciana, que se tornou uma referência ao unir estratégia, posicionamento claro e resultados de excelência. Seu conselho? “Seja tão boa no que faz que ninguém possa te ignorar.”

Empresas com uma liderança feminina, tem modelos operacionais mais enxuto, rápido e ágil. Hoje, os impactos na economia e na sociedade são incontestáveis: de acordo com um levantamento da ONG Conference Board, empresas com ao menos 30% de mulheres na liderança têm 12 vezes mais chances de ter um desempenho financeiro melhor.

Entre os benefícios da liderança feminina estão, também, o crescimento de 10 a 15% nas receitas, maior eficiência do time de gestão, melhores índices de atração e retenção de talentos e uma melhora na reputação e na imagem pública da empresa. Mas ainda assim, a dificuldade de mulheres para se destacar no setor fez Luciana desenvolver um trabalho com mulheres que querem empreender ou projetar uma carreira que as leve ao topo. Mesmo bem sucedida, a própria destaca que teve que provar, repetidamente, que seu sucesso era fruto do seu próprio trabalho e não de facilidades. “Eu sempre tive que trabalhar o triplo para me enxergar pelo que eu realmente sou: uma profissional competente e estratégica”, completa ela.

Ter o próprio negócio é o sonho de seis em cada 10 brasileiros, segundo o Monitor Global de Empreendedorismo 2023 (Global Entrepreneurship Monitor). O número de mulheres empreendendo cresce no país a cada ano, impulsionado pela busca por autonomia, novas e licença a frente do próprio negócio. As mulheres também vêm ganhando espaço nesse cenário, uma tendência que se fortalece: elas representam mais da metade dos 47,7 milhões de brasileiros que pretendem empreender até o próximo ano e os negócios liderados por mulheres são os que mais ultrapassam dos dois anos de existência, período que a maioria das empresas morrem. Para Luciana, resiliência não é apenas suportar desafios, mas transformá-los em impulso para continuar avançando. “Eu não me vitimizo, usei cada obstáculo como motivação para crescer ainda mais usando as minhas qualidades femininas”. Segundo ela, “Mulheres são detalhistas, multitarefas e têm um senso de gestão emocional que muitos líderes tradicionais não têm”, afirma. Por isso, empresas sob liderança feminina tendem a crescer de forma mais rápida e sustentável, finaliza.