Mario Vargas Llosa faleceu no domingo, aos 89 anos, em sua residência em Lima, Peru. A notícia foi confirmada por seus filhos, que informaram que o escritor faleceu de forma tranquila e que conforme sua vontade, não haverá cerimônia pública; seus restos serão cremados em cerimônia privada.
Nascido em Arequipa em 1936, Vargas foi uma das figuras centrais do “boom latino-americano”, movimento que revolucionou a literatura em língua espanhola no século XX. Mario iniciou sua carreira na literatura com o romance La ciudad y los perros” (1963), seguido por obras marcantes como “La casa verde” (1966), “Conversación en La Catedral” (1969) e “La fiesta del Chivo” (2000). Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, reconhecido por sua “cartografia das estruturas de poder e suas imagens incisivas da resistência, revolta e derrota do indivíduo”
Contudo, além dos romances, Vargas Llosa foi ensaísta, jornalista e político. Inicialmente simpatizante do socialismo e apoiador da Revolução Cubana, distanciou-se dessas ideologias e tornou-se um defensor do liberalismo democrático. Tentou a presidência do Peru em 1990, mas foi derrotado por Alberto Fujimori.
Mario Vargas Llosa deixa um legado inestimável para a literatura hispano-americana e mundial, sendo lembrado por sua narrativa vigorosa e por seu compromisso com os valores democráticos.



