Pássaro Branco - Foto: Reprodução/Diamond Filmes
Pássaro Branco - Foto: Reprodução/Diamond Filmes

Pássaro Branco é um filme que realmente vai ao fundo do coração do espectador. Embora seja dificil compará-lo com Extraordinário, ele traz algo único, tocando o público com uma sensibilidade rara. O grande desafio do roteiro, de Mark Bomback, baseado no livro de R.J Palacio, é manter a emoção sem a surpresa, algo que o filme consegue fazer de maneira impressionante.

A história começa com Julian (Bryce Gheisar), que foi expulso de sua escola anterior por praticar Bullying. Aqui abro uma observação, Julian esteve presente em Extraordinario, e praticava Bullying contra August. O filme então nos leva ao passado, quando sua avó, Sara Albans (Helen Mirren), começa a contar sua própria história de juventude na Alemanha durante a ocupação nazista. A transição entre essas duas gerações é feita de forma natural, com Helen Mirren trazendo uma profundidade única para o filme.

O momento mais emocionante, sem dúvida, é a infância de Sara (interpretada por Ariella Glaser). Quando sua cidade é invadida pelos nazistas, ela é forçada a se esconder e se separar da família. O filme não esconde as dificuldades dessa época, mas também sabe equilibrar com momentos de amizade e leveza, especialmente na relação de Sara com Julien (Orlando Schwerdt), um garoto manco que, apesar das dificuldades, acaba se tornando sua única companhia e um verdadeiro amigo.

O trabalho do diretor Marc Forster em Pássaro Branco é excepcional, principalmente sobre empatia, gentileza e a força da amizade em tempos de adversidade. A maneira como o filme explora o vínculo entre as crianças é profundamente tocante, lembrando-nos do impacto positivo que pequenos gestos de bondade podem ter na vida de alguém, principalmente quando essa pessoa está em sua situação mais vulnerável.

Contudo, o filme Pássaro Branco não se torna monótono. Tem um ritmo equilibrado, e a transição entre passado e presente é suave, mantendo o espectador interessado.