Viginia Fonseca - Foto: Reprodução/Instagram
Viginia Fonseca - Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora Virginia Fonseca sofreu uma derrota na justiça em ação que move contra a Meta, dona do Facebook e Instagram. Ela argumenta que está sendo alvo de abusos e ataques por parte de usuários dessas redes sociais. As publicações em questão levantam especulações sobre sua vida pessoal, incluindo questionamentos sobre a paternidade de sua filha de 3 anos, fruto de seu casamento com Zé Felipe, o que tem gerado grande repercussão e exposição negativa, segundo ela.

Virginia pedia na ação que o Facebook fosse obrigado a excluir todas as postagens que considera difamatórias e que a empresa apresente informações para identificar os responsáveis pelas publicações. Segundo ela, a divulgação desses conteúdos configura abuso de direito, já que os usuários envolvidos se aproveitam de sua notoriedade pública para espalhar informações falsas, atingindo sua reputação, sua família e a dignidade de sua filha menor. Porém, o juiz não concordou totalmente com o posicionamento de Virginia e poupou em sua decisão, alegando que questionar a paternidade de sua filha configura liberdade de expressão.

Segundo o magistrado, “A autora gaba-se de ser “a influenciadora digital de maior relevância no Brasil”, acrescentando que sua importância é tanta, que tornou o tema “o assunto mais falado no país”. Se a autora é figura pública e expõe-se nas redes sociais como modo de adquirir fama, sucesso e contratos, corre o risco de não agradar a todos e ler ou ouvir o que não quer.

E sobre os questionamentos da paternidade da filha mais velha da influenciadora, o magistrado continua dizendo que “O que cada pessoa pensa dos outros é problema de cada um, sobretudo quando a gravidez poderia ser anterior ao atual relacionamento. E que tais questionamentos apresentados em alguns prints, não viola qualquer direito da autora ao afirmar “e essa fofoca na rede vizinha que tem a teoria que…”, ou seja, trata do tema como boato, já que fofoca é afirmação com ou sem conteúdo verdadeiro com o fim de causar intriga, sem qualquer acusação de traição. Concluiu o magistrado.

As postagens com ofensas à honra de Virgínia já foram removidas.