A batalha pelo comando da Igreja Bola de Neve, após a morte de seu fundador, o Apóstolo Rina, ganhou novos contornos jurídicos. Denise Seixas, viúva do líder religioso, ingressou na Justiça na última sexta-feira (29) pedindo a anulação de uma reintegração de posse que a retirou do controle da instituição.
Denise, que era vice-presidente da congregação na época do falecimento de Rina, também reivindica assumir oficialmente a presidência da igreja, alegando ser sua sucessora legítima. Segundo seu novo advogado, Anderson Alves Albuquerque, há indícios de irregularidades no processo de reintegração de posse, que foi conduzido pelo diretor financeiro da igreja, Everton Cesar Ribeiro.
A defesa de Denise argumenta que o pedido judicial foi feito sem legitimidade, desrespeitando tanto o estatuto social quanto as normas internas da Bola de Neve. “Minha cliente, como presidente por sucessão, deveria ter assumido o controle da instituição, conforme as disposições estatutárias,” afirmou Albuquerque em contato com o UOL.
A disputa pelo comando da Bola de Neve reflete a importância da liderança na continuidade das atividades da congregação, que é uma das maiores igrejas evangélicas do Brasil. Enquanto o caso avança na Justiça, a comunidade aguarda desfechos que possam estabilizar a administração e garantir o legado do Apóstolo Rina.



